Por que a burocracia não tem como calcular o que faz

Uma empresa privada, mesmo mal administrada, recebe um sinal duro e recorrente sobre se está criando valor: o lucro, ou a falta dele. Se vende por menos do que custa para produzir, quebra. Esse teste é implacável, mas é também informativo — ele diz algo real sobre se aquele uso de recursos fazia sentido.

Uma repartição pública não passa por esse teste. Ela não vende o que produz a um preço decidido por quem quer comprar; é financiada por meio compulsório, independentemente de quem usa ou valoriza o serviço. Isso não significa que funcionários públicos sejam incompetentes — significa que, mesmo os mais competentes e bem-intencionados, operam sem a única ferramenta que permitiria saber, de forma confiável, se aquele orçamento specific está sendo bem gasto.

Um problema de estrutura, não de pessoas

É por isso que a crítica à burocracia, nesta tradição, não é sobre caráter individual. É sobre o fato de que nenhuma quantidade de boa vontade substitui o teste de lucro e prejuízo. Uma agência pode continuar existindo, ano após ano, com orçamento crescente, mesmo prestando um serviço que ninguém pagaria voluntariamente pelo preço que custa — porque a pergunta “isso vale o que custa?” nunca precisa ser respondida com a mesma urgência que responde uma empresa no mercado.

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